Terapia Reichiana

Orgonoterapia

Conhecida popularmente como terapia reichiana, devido ao nome de seu criador, o neurologista e psiquiatra Wilhelm Reich (1897-1957),e às vezes confundida com outra prática conhecida por Reiki criada em 1922 pelo monge budista japonês Mikao Usui.  Wilhelm Reich fez parte da Sociedade de Psicanálise de Viena a convite de Sigmund Freud, depois de alguns anos desenvolveu a Análise Caráter e a partir daí criou a Vegetoterapia-caracteroanalítica, juntando a reações vegetativas do corpo com a análise da características externas e a análise do inconsciente. Seu último estágio do desenvolvimento teórico e prático, foi a Orgonomia, (estudo da energia vital).

O que é orgonomia?

A orgonomia é o estudo da energia vital e a orgonoterapia trabalha com administração desta energia no corpo humano. Quando alguém busca a terapia é porque a sua energia está sendo empregada de forma doentia, contrária à natureza e muitas vezes convertidas em sintomas físicos como dores de cabeça, impotência e desinteresse sexual, gastrites e úlceras, coração e até o câncer, que é considerado uma doença psicossomática. Há manifestações emocionais como angústias, insônia, fantasias, compulsões, síndrome de pânico, depressão, timidez, ansiedade e outras. Essas neuroses vão influenciar as relações atuais e são reflexo das primeiras relações da vida

No trabalho reichiano a análise do inconsciente vem a partir do que está mais óbvio que é o comportamento caracterológico do indivíduo, chamado de traços de personalidade, que são as características mais perceptíveis, que também se constituem na defesa caracterológica, ou seja, a maneira como a pessoa se defende do mundo e de si mesmo. A diferença entre saúde e doença está na forma que a energia está distribuída e fluindo pelo corpo. Se o corpo e a mente são flexíveis, a energia traz bem-estar, disposição, prazer, criatividade, etc, equanto que a energia represada, nos traz o desconforto de uma vida angustiada.

Um caminho a percorrer

A terapia orgonômica tem um caminho a percorrer no corpo do indivíduo, através dos sete segmentos representados na figura no final desta  página, que correspondem ao desenvolvimento emocional, cognitivo e sexual durante a vida da pessoa e o objetivo terapêutico é auxiliar o desbloqueio de energia que fica encouraçada em alguns deste segmentos e seu correspondente a nível psíquico, ou seja, ajudar o indivíduo a ter uma harmonia entre sua mente e seu corpo, pois na verdade são uma unidade. A meta é redescobrir a espontaneidade humana e o bem-estar na vida amorosa, trabalho e consigo mesmo.

Na primeira entrevista o terapeuta faz uma avaliação superficial da queixa do indivíduo, anamnese de vida desde seu nascimento. Este encontro também serve para averiguar como o paciente se relaciona e qual seu comportamento característico. Tudo isso será a base para o desenrolar da terapia e talvez seja necessário mais uma consulta de entrevista quando há muito conteúdo. Antes de tudo é necessário um bom relacionamento paciente e terapeuta, onde possa ser construída  uma confiança mútua, que  vai se conquistando gradualmente no processo terapêutico, por isso a empatia entre ambos é o começo de todo processo terapêutico.

Além dos sete segmentos corporais demonstrado ao lado, a terapia terá que passar por três importantes camadas: a 1ª é a camada social, que é a nossa forma de nos comunicarmos com o mundo, ela se torna também uma defesa nas relações com outras pessoas. A 2ª camada é intermediária, aonde estão todas as repressões, conscientes e na maioria, inconscientes, a psicanálise trabalha mais nesta camada e a 3ª e última, mais profunda, que é o cerne biológico, nossa parte mais pura e espontânea, centro da nossa energia. Entre estas camadas, há várias sub-camadas, que são trabalhadas aos poucos. Se compararmos a uma cebola, a parte externa é brilhosa e muito bonita, é o social, as camadas internas da cebola, chegam a arder os olhos, tal qual os sofrimentos, mas o miolo dela é doce, como é a saúde da infância.

O amor, o trabalho e o conhecimento são fontes de nossas vidas. Deviam também governá-las.” (Wilhelm Reich)

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